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23 de julho de 2011


17 - Lendas do Folclore Brasileiro: Boto, Curupira, Mãe-do-Ouro e Mula Sem Cabeça - Quadra

17 - Lendas do Folclore Brasileiro: Boto, Curupira, Mãe-do-Ouro e Mula Sem Cabeça - Minifolha
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SOBRE OS SELOS

Os personagens foram dispostos pelo artista em 4 selos, formando uma quadra. No canto superior esquerdo, a imagem do Curupira montado num porco do mato, assustando um possível agente do desmatamento, representado por a Mãe-do-Ouro emerge das águas com uma bola de fogo nas mãos, sintetizando a inspiração para um garimpeiro. No canto inferior esquerdo, as figuras do Boto e de uma jovem gestante, alude à lenda da sedução de mulheres por um homem desconhecido. No canto inferior direito, a Mula-sem-cabeça, que teria sido uma mulher, amante de um padre, este representado pelo homem dentro de uma igreja. Como imagem de fundo, a natureza, o verde simboliza a mata com muitas plantas, frutos e animais; o rio isola os personagens como uma ilha, de difícil acesso, reportando ao imaginário. A quadra de selos está disposta, também, em uma minifolha, que divulga, no canto superior direito, a logomarca da Exposição Filatélica Nacional – BRAPEX 2011. Foi utilizada a técnica de desenho.

DETALHES TÉCNICOS

Edital nº 17 Artista da minifolha e dos selos: Jô de Oliveira Processo de Impressão: Minifolha: ofsete Selos: ofsete Minifolha com 4 selos Selos: folha com 24 selos cada Papel: Minifolha: cuchê gomado com fosforescência Selos: cuchê gomado com fosforescência Valor facial: Minifolha: R$4,40 Selos: 1º Porte Carta Não Comercial Tiragem: Minifolha: 50.000 Selos: 300.000 Picotagem: Minifolha: 11,5 x 11,5 Selos: 11,5 x 11,5 Área de desenho do selo: Selos: 35,5mm x 35,5mm Dimensões dos selos: Minifolha: 38mm x 38mm Selos: 38mm x 38mm Dimensões da minifolha: 105mm x 148mm Data de emissão: 23/07/2011 Locais de lançamento: Recife/PE, Olímpia/SP e Porto Velho/RO Impressão: Casa da Moeda do Brasil Prazo de comercialização pela ECT: até 31 de dezembro de 2014 (este prazo não será considerado quando o selo/bloco for comercializado como parte integrante das coleções anuais, cartelas temáticas ou quando destinado para fins de elaboração de material promocional).

Texto descritivo do Edital
Lendas do Folclore Brasileiro
Curupira, Mãe-Do-Ouro, Boto e Mula-Sem-Cabeça

Como são os mitos no seu imaginário?

Os selos desta emissão, cumprindo seu papel cultural, divulgam e registram mitos do folclore brasileiro, que povoaram e povoam o imaginário de avós, pais, filhos e netos. São valores e crenças populares, que sobrevivem de geração em geração. Não se sabe como surgiram e, menos ainda, quando terão fim, se é que terão....

Podemos entender os mitos como narrativas abertas, atualizadas em diferentes contextos e histórias. Em vista da forma de transmissão de conhecimento marcadamente oral, os mitos apresentam variantes, pois, as narrativas instituídas pelas comunidades refletem, também, formas diferenciadas de percepção do mundo e de relações interpessoais.

Esta série traz uma representação visual de quatro mitos que circulam entre comunidades narrativas de vários rincões e cidades brasileiras. Os selos apresentam uma das várias formas de representação: a mais conhecida e circulada na cultura nacional.

Curupira, Mãe-do-ouro, Boto e Mula-sem-cabeça, conhecidos de norte a sul do País, embora não deixem de apresentar uma espacialidade recorrente, às vezes, como o caso do Boto, são bastante específicas. Por exemplo, o Curupira é o mito das matas; o Boto, das águas amazônicas; a Mula-sem-cabeça, das pequenas cidades; a Mãe-do-ouro, de ordem mais temporal que espacial, diz respeito a lugares marcados pela cultura do garimpo ou pelo passado do ciclo de ouro.

Curupira

É responsável por assustar pessoas nas matas e até pelo desaparecimento de algumas crianças. Seus registros remontam à nossa era colonial. José de Anchieta, catequista, o referencia, juntamente como o Boitatá, em uma de suas crônicas no século XVI como um dos demônios que assolam os índios e, por tal razão, utilizado como argumento para o processo catequizador brasileiro. Sérgio Buarque de Holanda, historiador, referencia-o, observando que se tratava de uma estratégia de resistência dos índios à escravidão, que buscavam despistar os portugueses nas matas com pegadas ao contrário. Mito alomórfico, é considerado um dos pais do mato, podendo ser representado como um monstro peludo de cabelos vermelhos e pés invertidos, montado num porco do mato (como representado no selo), ou um anão loiro com uma bengalinha de ouro, ou um espírito invisível com gritos assustadores ou, ainda, como uma índia ou índio velhos. Esta última versão está, também, presente no imaginário popular no Paraguai. As histórias sobre o Curupira destacam os cuidados que o homem deve ter ao adentrar nas matas, precavendo-se do contato com o novo, que pode ser perigoso. Suas versões se assemelham a de outros mitos da mata como o Pomberinho, o Saci e o pantaneiro Mãozão.

Mãe-do-ouro

A Mãe-do-ouro apresenta-se como uma narrativa sobre aquilo que o mundo oferece ao homem e de sua ambição desmedida ou falta de coragem, que faz pôr tudo a perder. A versão mais comum é a de uma bola de fogo vinda do céu, que vai revelar onde se encontra uma jazida. A Mãe-do-ouro, também, aparece na forma de uma mulher, ora com os cabelos de fogo, ora sem cabeça, protetora das minas, cujas orientações devem ser seguidas à risca. O mito, não raramente, funde-se às narrativas de enterro ou botijas, como são conhecidas no Nordeste, verdadeiros tesouros enterrados, que são revelados por sonhos, luzes ou espíritos para alguém de muita coragem. Interessante notar que ouro vem do latim aurum, que significa “brilhante”. Este mito reúne simbologias que são transpostas para o homem. Assim, a pureza do metal se reflete nos puros que conseguem retirá-lo da mina e a cobiça da humanidade em possuí-lo, faz com que ele se desvie dos ambiciosos.

Boto

É uma narrativa sobre mulheres que se deixam seduzir por homens desconhecidos e acabam se tornando mães solteiras ou tendo o destino trágico de acabarem mortas no fundo do rio. Mas, como todos os mitos, este também apresenta outras versões. Atribui-se à existência do boto rosa e do preto a manifestação maligna do primeiro e a benigna do segundo. As histórias sobre o boto rosa, no geral, narram que, nos dias de festas juninas, ele se transforma num rapaz bonito, vestido de branco e de chapéu (para esconder a narina em cima de sua cabeça), que, por meio de sua dança irá fazer mal às mulheres. O boto preto é bom, pois ajuda a salvar as pessoas dos afogamentos. As narrativas do Boto alertam para os perigos da sedução, e podem se constituir num discurso eficaz contra o estranho, para grupos ribeirinhos afastados. Num outro polo, cabe observar que há versões com a estrutura narrativa semelhante à do Boto, só que de sedução masculina, tais como as Iaras, espécies de sereias que vão encantar os homens, afogando-os.

Mula-sem-cabeça

A Mula-sem-cabeça é uma história sobre a amante do padre que é amaldiçoada e se transforma num equino (pode ser burro, cavalo ou mesmo uma mula, derivada do cruzamento entre égua e o asno ou jumento), pelo qual saem labaredas pelas narinas ou boca. Nesse sentido, as variantes mais comuns encontram-se na representação do animal, para o qual muitos acreditam ter um jato de fogo saindo da cabeça. Outras variantes tratam da forma de desencantamento do animal: que deve ser sangrado ou ser retirada a ferradura de sua boca. As narrativas da Mula-sem-cabeça atravessam a América Latina e há registros dela na península Ibérica . Seu sentido mais evidente é o de respeito ao celibato, mas também, alinha-se aos mitos de transmutação, como o do Homem-Onça, do já assinalado Boto e, principalmente, do Lobisomem, entre outros.

Os quatro mitos são, em síntese, uma representação dos quatro elementos: terra, fogo, água e ar. Como já afirmava Walter Benjamin, filósofo: “contar histórias é a arte de saber seguir contando”.

Frederico Augusto Garcia Fernandes
Prof. do Departamento de Letras Vernáculas e Clássicas da Universidade Estadual de Londrina
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Veja a íntegra do Edital (Arquivo .pdf)
Edital 17 - 2011
17 - Lendas do Folclore Brasileiro: Boto, Curupira, Mãe-do-Ouro e Mula Sem Cabeça
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Alguns dos temas ilustrados pelas peças

Os selos ilustram: Lendas, folclore, fauna, flora.

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Peças Filatélicas

17 - Lendas do Folclore Brasileiro: Boto, Curupira, Mãe-do-Ouro e Mula Sem Cabeça - Minifolha com carimbo comemorativo de 1º dia de circulação

17 - Lendas do Folclore Brasileiro: Boto, Curupira, Mãe-do-Ouro e Mula Sem Cabeça - Quadra com carimbo comemorativo de 1º dia de circulação

17 - Lendas do Folclore Brasileiro: Boto, Curupira, Mãe-do-Ouro e Mula Sem Cabeça - Envelope comemorativo de 1º dia de circulação - FDC (Olho de Boi)

17 - Lendas do Folclore Brasileiro: Boto, Curupira, Mãe-do-Ouro e Mula Sem Cabeça - Envelope comemorativo de 1º dia de circulação - FDC (Olho de Boi)

17 - Lendas do Folclore Brasileiro: Boto, Curupira, Mãe-do-Ouro e Mula Sem Cabeça - Envelope comemorativo de 1º dia de circulação - FDC (Olho de Boi)

17 - Lendas do Folclore Brasileiro: Boto, Curupira, Mãe-do-Ouro e Mula Sem Cabeça - Envelope comemorativo de 1º dia de circulação - FDC (Olho de Boi)

17 - Lendas do Folclore Brasileiro: Boto, Curupira, Mãe-do-Ouro e Mula Sem Cabeça - Envelope comemorativo de 1º dia de circulação - FDC (Olho de Boi)

17 - Lendas do Folclore Brasileiro: Boto, Curupira, Mãe-do-Ouro e Mula Sem Cabeça - Envelope comemorativo de 1º dia de circulação - FDC (Olho de Boi)

17 - Lendas do Folclore Brasileiro: Boto, Curupira, Mãe-do-Ouro e Mula Sem Cabeça - Máximo Postal
Cartão-Postal de Edição Particular, Lendas do Folclore Brasileiro, Curupira

17 - Lendas do Folclore Brasileiro: Boto, Curupira, Mãe-do-Ouro e Mula Sem Cabeça - Máximo Postal
Cartão-Postal de Edição Particular, Lendas do Folclore Brasileiro,Boto

17 - Lendas do Folclore Brasileiro: Boto, Curupira, Mãe-do-Ouro e Mula Sem Cabeça - Cartão-Postal de Edição Particular, Lendas do Folclore Brasileiro,Mula-Sem Cabeça

17 - Lendas do Folclore Brasileiro: Boto, Curupira, Mãe-do-Ouro e Mula Sem Cabeça - Envelope circulado com carimbos datador e comemorativo de 1º dia de circulação

17 - Lendas do Folclore Brasileiro: Boto, Curupira, Mãe-do-Ouro e Mula Sem Cabeça - Envelope circulado com carimbos datador e comemorativo de 1º dia de circulação

17 - Lendas do Folclore Brasileiro: Boto, Curupira, Mãe-do-Ouro e Mula Sem Cabeça - Envelope circulado com carimbos datador e comemorativo de 1º dia de circulação

17 - Lendas do Folclore Brasileiro: Boto, Curupira, Mãe-do-Ouro e Mula Sem Cabeça - Envelope circulado com carimbos datador e comemorativo de 1º dia de circulação

17 - Lendas do Folclore Brasileiro: Boto, Curupira, Mãe-do-Ouro e Mula Sem Cabeça - Envelope circulado, registrado, com carimbos datador e comemorativo de 1º dia de circulação

17 - Lendas do Folclore Brasileiro: Boto, Curupira, Mãe-do-Ouro e Mula Sem Cabeça - Envelope circulado com carimbos datador e comemorativo de 1º dia de circulação

17 - Lendas do Folclore Brasileiro: Boto, Curupira, Mãe-do-Ouro e Mula Sem Cabeça - Envelope circulado com carimbos datador e comemorativo de 1º dia de circulação

17 - Lendas do Folclore Brasileiro: Boto, Curupira, Mãe-do-Ouro e Mula Sem Cabeça - Envelope circulado com carimbos datador e comemorativo de 1º dia de circulação

17 - Lendas do Folclore Brasileiro: Boto, Curupira, Mãe-do-Ouro e Mula Sem Cabeça - Envelope circulado com carimbos datador e comemorativo de 1º dia de circulação

17 - Lendas do Folclore Brasileiro: Boto, Curupira, Mãe-do-Ouro e Mula Sem Cabeça - Envelope circulado, registrado, com carimbos datador e comemorativo de 1º dia de circulação
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Cartões-Postais

Recebi um postal, presente do Aluisio, a quem agradeço. Ele será utlizado para elaboração de máximo postal.


17 - Lendas do Folclore Brasileiro: Boto, Curupira, Mãe-do-Ouro e Mula Sem Cabeça - Cartão-Postal - Boto

Mais alguns postais:


17 - Lendas do Folclore Brasileiro: Boto, Curupira, Mãe-do-Ouro e Mula Sem Cabeça - Cartão-Postal - Sucupira

17 - Lendas do Folclore Brasileiro: Boto, Curupira, Mãe-do-Ouro e Mula Sem Cabeça - Cartão-Postal - Mula-sem-cabeça
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18 - Série Relações Diplomáticas: BRASIL/UCRÂNIA (24/8)
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16a - Porte de Registro
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Desenvolvimento: João Alberto Correia da Silva