Os resultados e premiações obtidos por uma coleção de extrema importância para o filatelista, pois constituem indicações válidas sobre sua qualidade e condições de atrair a atenção do público visitante.
Apesar de ser quase certo que nunca conseguimos a pontuação que achamos que merecemos, esses resultados nos levam a procurar melhorar a coleção, o que significa uma busca constante por novas peças ou idéias para ajuste do roteiro e desenvolvimento do tema.
Nesse foco, são extremamente úteis as publicações sobre colecionismo temático, destacando-se, em nosso País, o jornal FILACAP, que aborda o assunto com muita propriedade. Considero também importante escutar opiniões de colegas e amigos, bem como dos visitantes às exposições.
Cada uma de minhas coleções ocupa seu lugar no meu coração. Algumas se destacam, como Itaipu e a última que montei sobre a vinda da Família Real Portuguesa para o Brasil, que vem sendo muito elogiada por seu conteúdo didático. Contudo, esta coleção, sobre a vida nos polos, talvez seja aquela aquela a que dedico mais carinho, por ter sido a primeira que montei para fins de exposição em mostras oficiais competitivas. Isto por insistência de amigos e colegas da SOFICUR, aos quais muito agradeço pelo incentivo que me deram e continuam dando.
Ela foi montada para participar da SULBRAPEX 99, realizada em Curitiba, devido à insistência de amigos, colegas da SOFICUR - Sociedade Filatélica de Curitiba, notadamente o Lindolfo Pires Neto e o Alfredo Kolbe, que entendiam que eu tinha material suficiente sobre uma de minhas paixões - exploração e aspectos geográficos, fisicos e ambientais das duas zonas polares - para montagem de uma coleção com condição de obter uma pontuação razoável.
Coloquei mãos à obra, contando com a ajuda inestimável de vários colegas, principalmente do Alfredo Kolbe, conseguindo montar uma coleção com 64 páginas, ou 4 quadros, mínimo necessário para participação em exposição de caráter regional, onde normalmente se inicia a carreira de uma coleção
Depois daquele evento, ela reuniu condições de pontuação para participação em exposições nacionais ou binacionais, o que trouxe a necessidade de aumentar o número de páginas para 80, mínimo exigido para este tipo de conpetição. Após a reformulação, a coleção já foi inscrita em diversas outras exposições, de níveis regional, nacional ou binacional. A seguir relacionamos as exposições das quais ela participou:
Neste ano comemorou-se o cinquentenário da primeira SULBRAPEX, realizada em 1949, em Curitiba, Paraná. Por isso, a SULBRAPEX 99 se revestiu de um caráter especial, contando com participação expressiva de coleções pertencentes a filatelistas do Paraná. Os Estados de São Paulo, Santa Catarina e Rio Grande do Sul também estiveram muito bem representados
De acordo com a avaliação dos senbores jurados, foi atribuida medalha de PRATA GRANDE (66 pontos em 100) à coleção, uma avaliação bastante positiva para uma primeira exibição. Some-se que foi minha primeira coleção, montada para exibição por um filatelista iniciante que contava com parcas informações sobre a maioria dos aspectos técnicos normalmente exigidos. Contudo, acredito que a pontuação foi alcançada devido ao "lobby" de meus amigos filatelistas, junto aos membros do juri.
Seguindo a orientação constante da ficha de avaliação da coleção, quando da realização da IV SULBRAPEX, procedi a diversas alterações em seu conteúdo, o que, contudo, surtiu efeito contrário ao que seria de se esperar, pois nesta exposição foi-lhe atribuída medalha de PRATA (61 pontos em 100). Isso poderia ter sido desanimador, só não o sendo devido à iniciativa dos Correios de proceder a uma enquete entre o público visitante, para determinar mediante votação qual a coleção "mais bonita" da mostra. Esta coleção foi a vencedora, sendo-me entregue a troféu cuja imagem está colocada como introdução de cada quadro, bem como a seguir, após o diploma.
De novo, revisei e reformulei aspectos da coleção, seguindo as observações dos senhores jurados, constantes da folha de avaliação da V SULBRAPEX. Nesta exposição foi-lhe atribuida Medalha de BRONZE PRATEADO (61 pontos em 100), pois embora a pontuação tenha sido a mesma da exposição anterior, as faixas de classificação são diferentes entre uma nacional e uma regional.
Esta exposição, que tradicionalmente conta com a presença de filatelistas portugueses e espanhois, teve a participação de filatelistas brasileiros. Minha participação recebeu Medalha de BRONZE PRATEADO, com a pontuação de 60 pontos em 100.
As imagens da medalha não estão disponíveis.
Nesta exposição, realizada no Centro Cultural Correios, no Rio de Janeiro, a coleção recebeu Medalha de BRONZE PRATEADO, com a pontuação de 64 pontos em 100).
Desenvolvimento: João Alberto Correia da Silva