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13 de julho de 2013


11 - Ilê Axé Opô Afonjá – Terreiro Histórico de Candomblé

11 - Ilê Axé Opô Afonjá – Terreiro Histórico de Candomblé
Carimbo comemorativo de 1º dia de circulação
SOBRE O SELO

O selo tem como figura de fundo a porta de entrada da casa de Xangô, orixá patrono do Terreiro Ilê Axé Opô Afonjá, e as franjas de mariwô, tiras das folhas novas do dendezeiro utilizadas acima das portas para proteção e indicação de locais sagrados. Em primeiro plano, encontram-se o logotipo do Terreiro e um oxê, machado com lâmina dupla, que traduz a justiça implacável e imparcial de Xangô, a qual todos os homens estão sujeitos. As técnicas utilizadas foram fotografias e desenho.

DETALHES TÉCNICOS

Edital nº 11 Arte: Rose Vermelho Processo de Impressão: Ofsete Folha com 30 selos Papel: Cuchê gomado Valor facial: 1º Porte Carta Comercial Tiragem: 300.000 selos Área de desenho: 35mm x 25mm Dimensões do selo: 40mm x 30mm Picotagem: 11,5 x 12 Data de emissão: 13/7/2013 Local de lançamento: Salvador/BA Impressão: Casa da Moeda do Brasil Prazo de comercialização pela ECT: até 31 de dezembro de 2016 (este prazo não será considerado quando o selo/bloco for comercializado como parte integrante das coleções anuais, cartelas temáticas ou quando destinado para fins de elaboração de material promocional).

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Texto descritivo do Edital
Ilê Axé Opô Afonjá – Terreiro Histórico de Candomblé

Em 1910, Eugênia Anna dos Santos, OBA BIYI, Mãe Aninha, como era apelidada carinhosamente, iniciada na Rua dos Capitães, na Bahia, hoje Rua Rui Barbosa, fundou o Ilê Axé Opô Afonjá e um corpo de doze OBÁS de Xangô, responsáveis pela condução civil dos destinos do Terreiro, auxiliada pelo Babalaô Martiniano Eliseu do Bonfim, elo de ligação entre o Axé e a Nigéria.

Esta mulher, cuja cabeça pertence a Xangô, era filha de santo de Iyá Marcelina, OBÁ TOSI, do Engenho Velho - AXÉ IYÁ NASSO OKÁ - o primaz do Brasil e em sua determinação política e religiosa foi a responsável pelo reconhecimento e liberação do culto afro-brasileiro, que era tido como “coisa de negro ignorante, prática fetichista e vergonha da Bahia”, como lembrava sempre, sem temor das palavras.

Quando morava no Rio de Janeiro, então capital da República, foi encontrar-se com o presidente Getúlio Vargas, obtendo dele, por sua capacidade de persuasão e convencimento espiritual, a partir da sua liderança inquestionável, o direito à liberdade de cultos religiosos, oficializado por meio do Decreto-Lei nº. 1202, de 8/4/1939.

Em 1936, antes de sua passagem para a ancestralidade, Eugênia Anna dos Santos criou a Sociedade Civil Cruz Santa do Axé Opô Afonjá, para garantir a continuidade da sua obra e prevenir possíveis incidentes e disputas de poder, dando uma orientação segura dos princípios indestrutíveis que deverão ser mantidos na tradição da casa religiosa e na transmissão destes mesmos princípios para quem quiser viver este momento espiritual.

Dedicou uma casa individual de culto para cada orixá, sem, no entanto, abrir mão da afirmação “até hoje e quiçá para sempre” frase esta que pode ser compreendida nos moldes de que o Ilê Axé Opô Afonjá é e será um espaço comunitário mantido pela força vital de Xangô.

Mãe Aninha “encantou-se” em 1938. Todas as demais que a sucederam, Mãe Bada, até 1941, Mãe Senhora, até 1967, Mãe Ondina, até 1975, e a atual Mãe Stella de Oxóssi (1976), mantiveram os princípios, os valores e a tradição do Ilê, sustentado por Xangô.

Em 1978, Mãe Stella inicia sua obra cultural e social com a fundação de uma creche-escola, de um museu da tradição religiosa, de uma biblioteca de referência para pesquisadores e estudiosos, de sucessivos encontros, debates, seminários com o mais amplo prisma de debatedores, mantendo a tradição de uma casa democrática e aberta para o pluralismo e diversidade religiosa e cultural que ultrapassam os limites dos muros do Opô Afonjá.

Oficinas de formação artística e cultural, de cursos profissionalizantes e de atualização permanente, colocam este complexo cultural e educacional na ponta de experiências inovadoras de democratização do ensino formal das atividades de formação, garantindo a transmissão destes valores fundamentais e fundantes desta tradição africana, base indissolúvel da sociedade brasileira. Sem esquecer a sua principal função: a manutenção da religiosidade humana, que no caso do candomblé é feita por meio da implantação e fortalecimento do AXÉ (força, energia) individual e coletivo.

O candomblé não se ocupa apenas com os seus iniciados, mas sim com tudo que interfere no equilíbrio da raça humana: o ecossistema como um todo, a fauna e flora do planeta, as relações entre os homens, etc. Para exercer a função de colaborar com o equilíbrio e a harmonia do homem e da sociedade é fundamental para o candomblé a preservação do seu Espaço Sagrado, sendo a área onde estão suas árvores e folhas sagradas e consagradas imprescindível para que seus sacerdotes possam ajudar a todos que buscam o auxílio desta religião.

Por meio desta emissão, os Correios retratam o Terreiro Ilê Axé Opô Afonjá, o qual tornou-se uma importante referência na construção de valores das religiões de matriz africana, de grande significado no contexto religioso e social do Brasil.

José Ribamar Feitosa
Presidente da Sociedade Cruz Santa do Axé Opô Afonjá
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Veja a íntegra do Edital (Arquivo .pdf)

Edital 11 - 2013
Ilê Axé Opô Afonjá – Terreiro Histórico de Candomblé
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Alguns dos temas ilustrados pelas peças

O selo ilustra:Religião, candomblé, prédios históricos, cultura religiosa, raízes culturais.

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Peças Filatélicas

11 - Ilê Axé Opô Afonjá – Terreiro Histórico de Candomblé
Quadra com carimbo comemorativo de 1º dia de circulação

11 - Ilê Axé Opô Afonjá – Terreiro Histórico de Candomblé
Envelope comemorativo de 1º dia de circulação - FDC Olho-de-Boi

11 - Ilê Axé Opô Afonjá – Terreiro Histórico de Candomblé
Máximo Postal
Cartão-Postal de emissão Pau Brasilis, Xangô, Instrumento Oxé (Machado de dois gumes)

11 - Ilê Axé Opô Afonjá – Terreiro Histórico de Candomblé
Máximo Postal
Cartão-Postal de emissão Lita Cerqueira, Biguá no Atelier

11 - Ilê Axé Opô Afonjá – Terreiro Histórico de Candomblé
Máximo Postal
Cartão-Postal de emissão Lita Cerqueira,Orixás

11 - Ilê Axé Opô Afonjá – Terreiro Histórico de Candomblé
Envelope circulado com carimbo comemorativo de 1º dia de circulação

11 - Ilê Axé Opô Afonjá – Terreiro Histórico de Candomblé
Envelope circulado, registrado, com carimbo comemorativo de 1º dia de circulação
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Desenvolvimento: João Alberto Correia da Silva