
O selo apresenta a imagem de Carmen Miranda, com indumentária estilizada e multicolorida e adereços que expressam a tropicalidade brasileira e que a fizeram mundialmente conhecida. Foi utilizada a técnica de pintura a guache.
Os Correios buscam propagar, por meio da Filatelia, os valores culturais nacionais. Nesta emissão, presta homenagem a uma das grandes artistas do mundo, no centenário de seu nascimento: Carmen Miranda, talvez a mais importante personalidade artística brasileira de todos os tempos.
Carmen nasceu a 9 de fevereiro de 1909, na freguesia de Marco de Canaveses, em Portugal, mas veio para o Brasil com apenas dez meses de idade e, apesar de criada em meio à imensa colônia portuguesa do Rio de Janeiro dos anos de 1910 e 1920, revelou-se tão ou mais brasileira e carioca do que a maioria dos cariocas e brasileiros natos.
A musicalidade de sua fala nunca deixou de conter ecos da fala portuguesa. Brasileira de coração, mesmo depois de rica e famosa, nunca se esqueceu dos parentes distantes, comunicando-se sempre com eles, por meio de cartas, e ajudando-os.
Carmen tornou os brasileiros mais autênticos. Seu jeito de cantar, libertando o vocal brasileiro do sotaque lírico e da impostação operística predominante nas cantoras da época, veio diretamente das ruas e do seu próprio jeito de falar: cheio de gírias, de expressões modernas e de uma naturalidade que só ela tinha. Estilo nascido na cosmopolita Lapa, bairro carioca onde ela morou dos seis aos dezesseis anos, entre 1915 e 1925. Ouvindo-a no rádio e nos discos, durante toda a década de 1930, os brasileiros se reconheceram e se assumiram como o povo da versatilidade, da alegria e da espontaneidade.
Depois de gravar quase 300 sambas e marchinhas no Brasil, entre 1929 e 1939, e de contribuir decisivamente para a implantação da radiofonia, da indústria fonográfica e do cinema nacionais, Carmen foi seduzida pelos Estados Unidos, matriz do entretenimento mundial, e onde somente os melhores triunfavam. Carmen venceu assim que chegou, apesar de ter que limitar o seu repertório às marchinhas mais simples e animadas.
Carmen foi uma luso-brasileira até o fim. A poucos minutos do enfarte que lhe seria fatal, a 5 de agosto de 1955, em sua casa em Beverly Hills, cantou para os convidados dois fados portugueses. E foi ao som de seus eternos sambas e marchinhas que, uma semana depois, o povo carioca, aos milhares, conduziu-a à sua última morada, que ela sempre quis que fosse brasileira.
Edital nº 21 Artista: Benicio (ilustração: coleção particular de Marcelo Del Cima) Processo de Impressão: ofsete Folha com 30 selos Papel: cuchê gomado Valor facial: R$2,20 Tiragem: 1.020.000 selos Área de desenho: 25mm x 35mm Dimensões do selo: 30mm x 40mm Picotagem: 12 x 11,5 Data de emissão: 6/10/2009 Locais de lançamento: Rio de Janeiro/RJ, Évora/Portugal e Porto Velho/RO Peça filatélica: Envelope de 1º Dia de Circulação Tiragem: 10.000 envelopes Impressão: Casa da Moeda do Brasil Prazo de comercialização pela ECT: até 31 de dezembro de 2012 (este prazo não será considerado quando o selo/bloco for comercializado como parte integrante das coleções anuais, cartelas temáticas ou quando destinado para fins de elaboração de material promocional.) Versão: Departamento de Filatelia e Produtos/ECT.
Carmen Miranda, pseudônimo de Maria do Carmo Miranda da Cunha, n. Marco de Canaveses, Portugal, em 9 de fevereiro de 1909, f. Beverly Hills, Estados Unidos da América, 5 de agosto de 1955, foi uma cantora e atriz portuguesa. Sua carreira artística transcorreu no Brasil e nos Estados Unidos entre as décadas de 1930 e 1950. Trabalhou no rádio, no teatro de revista, no cinema e na televisão. Chegou a receber o maior salário até então pago a uma mulher nos Estados Unidos. Seu estilo eclético faz com que seja considerada precursora do tropicalismo, movimento cultural brasileiro surgido no final da década de 1960.
Em 1929, gravou na editora alemã Brunswick, os primeiros discos com o samba "Não Vá Sim'bora" e o choro "Se O Samba é Moda". Pela gravadora Victor, gravou "Triste Jandaia" e "Dona Balbina" ou "Buenas Tardes muchachos".
Em 20 de janeiro de 1936, estreou o filme "Alô, Alô Carnaval" com a famosa cena em que ela e Aurora Miranda cantam "Cantoras do Rádio".
Contratada para apresentar-se nos Estados Unidos, em 29 de maio de 1939 Carmen estreou no espetáculo musical "Streets of Paris", em Boston, com êxito estrondoso de público e crítica. As suas participações teatrais tornaram-se cada vez mais famosas, sendo que em 5 de março de 1940 fez uma apresentação perante o presidente Franklin D. Roosevelt, durante um banquete na Casa Branca.
Foi estrela de inúmeros filmes, sempre com muito sucesso de público. Sua carreira foi interrompida prematuramente, ao falecer, de ataque cardíaco fulminante, na noite de 5 de agosto de 1955, em sua residência em Beverly Hills
Carmem Miranda já foi homenageada pelos correios do Brasil, na série comemorativa do Cinema Brasileiro, emitida em 19 de junho de 1990. São quatro selos, homenageando A.Gonzaga, Carmem MIranda, Carmem Santos e Oscarito. Da emissão constaram quatro máximos-postais, um deles de Carmem Miranda.

Música, cinema, artistas, cantoras, relações diplomáticas
Foram preparadas algumas peças com base nos selos, carimbo, FDC:











