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200 Anos da Chegada da Família Real Portuguesa ao Brasil/Influência Portuguesa na Gastronomia Brasileira

Sobre o selo

No selo estão representados os pratos salgado e doce da culinária brasileira, que receberam influência portuguesa: o cozido completo, feito de carnes e legumes, e o quindim, cujos ingredientes principais são gemas de ovos, açúcar e coco. No canto inferior esquerdo, visualizam-se os quindins e, acima, o cozido, disposto em prato de porcelana. O contraste de texturas e cores dos ingredientes do prato salgado se completa com o pirão, acompanhamento adequado para degustação do cozido. As flores e os azulejos portugueses, na parte superior, complementam o conjunto com leveza. Foram utilizadas as técnicas de fotografia e computação gráfica.

Série 200 Anos da Chegada da Família Real Portuguesa ao Brasil
Influência Portuguesa na Gastronomia Brasileira

A Valiosa Contribuição Lusitana à Gastronomia Nacional!

Com esta emissão, os Correios confirmam, por meio da Filatelia, o compromisso de propagar os valores culturais nacionais e sua importância para o povo brasileiro, ao mesmo tempo em que destacam a culinária portuguesa, que proporcionou inestimável contribuição à gastronomia do Brasil.

“Alimentação revela origens, civilidade, comportamentos, culturas. A gastronomia é a história cultural dos alimentos. Sua essência é a mudança, a temporalidade, a visão do passado como processo contínuo de perspectivas sobre tendências, sobre o constante e o eventual”. (Araújo et al.,2005).

As particularidades das cozinhas regionais brasileiras coexistem, em grande parte, em função da originalidade da integração entre os novos produtos, trazidos pelos portugueses e africanos, e os nativos, utilizados pelos indígenas. Importantes áreas do País também receberam forte influência da culinária de outras culturas, por meio dos imigrantes, principalmente italianos, alemães e japoneses. A gastronomia no Brasil apresenta marcantes diferenças entre as regiões, porém se observa a presença comum de alguns alimentos tradicionais, como a mandioca.

O Brasil, habitado por índios de diversas tribos, foi descoberto e colonizado por lusitanos, cuja culinária recebeu a influência moura no cultivo de açafrão, tomilho, cebola, e nas combinações alimentares harmoniosas, apesar da reduzida variedade de ingredientes. “A monocultura adotada pelos portugueses afetou a gastronomia nacional. O padrão alimentar do brasileiro era monótono: mandioca e derivados, frutas nativas e carnes de caça, cada vez mais raras”. (Freyre,1933). O predomínio das culturas lusa, indígena ou africana variou conforme a região. Em Pernambuco, no entanto, se equilibravam as três influências. A alimentação refletia os hábitos da população, mesmo com as dificuldades para aquisição e transporte de alimentos.

Os portugueses trouxeram bovinos, ovinos, caprinos, suínos, e aves, como galináceos, patos, gansos. Plantaram figo, romã e cítricos nos quintais. Semearam arroz, melão, melancia. Nas hortas cultivaram abóbora, gengibre, mostarda, hortelã, manjericão, cebola, alho, berinjela e cenoura. Recompuseram a mesa farta da metrópole lusa do século XVI: galinha cozida, assada, arroz de forno, perus, leitões, cabritos e, também, a arte da doçaria. O que não se produzia no Brasil, como azeite doce, azeitona, queijo do reino, se importava.

A história do doce no Brasil começa com a chegada dos colonizadores, que trouxeram os primeiros exemplares, dentre eles o Farfém da Beira, bolo com recheio, o primeiro aqui degustado. O doce, em nosso País, assim como em Portugal, teve grande importância nas relações sociais e familiares, muito ofertado em visitas; lá, em sua maioria, eram feitos com açúcar, ovos, farinha de trigo, leite de vaca e manteiga, enquanto aqui se utilizavam, entre outros ingredientes, o ovo, a goma de mandioca, o leite de coco e frutas tropicais. Com climas e solos variados, o Brasil dispunha de frutas nativas, já utilizadas pelos indígenas, e mais tarde contaria com os produtos portugueses e africanos introduzidos. Foram então sendo substituídos os ingredientes lusos tradicionais pelos nativos, como as suculentas frutas tropicais, bem como o melado, a rapadura e o açúcar cristal, propiciando a criação de deliciosas iguarias.

Raquel Braz Assunção Botelho Professora Adjunta – Departamento de Nutrição Universidade de Brasília

DETALHES TÉCNICOS

Edital nº 21 Arte: Luciana Bricio Processo de Impressão: ofsete Folha: 30 selos Papel: cuchê gomado Valor facial: R$0,90 Tiragem: 600.000 selos Picotagem: 11,5 x 12 Área de desenho: 35mm x 25mm Dimensões do selo: 40 mm X 30 mm Data de emissão: 8/8/2008 Local de lançamento: Brasília/DF Impressão: Casa da Moeda do Brasil Prazo de comercialização pela ECT: até 31 de dezembro de 2011 (este prazo não será considerado quando o selo/bloco for comercializado como parte integrante das coleções anuais, cartelas temáticas ou quando destinado para fins de elaboração de material promocional.) Versão: Departamento de Filatelia e Produtos/ECT.

Peças filatélicas montadas com base no selo, no FDC e no carimbo comemorativo de primeiro dia de circulação.

Próxima Série: Clique no título.

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Desenvolvimento: João Alberto Correia da Silva